SMPL Advocacia

STJ reconhece legitimidade de ex-cônjuge em execução quando dívida foi contraída durante o casamento

Decisão define que a data da dissolução da comunhão universal de bens é determinante para inclusão do ex-parceiro no polo passivo

A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que uma mulher, casada sob o regime de comunhão universal de bens, pode ser incluída no polo passivo de uma execução, desde que a dívida tenha sido contraída antes da dissolução do vínculo conjugal.

O entendimento foi firmado no julgamento do Recurso Especial nº 2.020.031, relatado pela ministra Nancy Andrighi. Segundo a relatora, o marco temporal para definir a legitimidade processual do ex-cônjuge é a data da extinção da comunhão, prevista no artigo 1.671 do Código Civil.

De acordo com a decisão, para as dívidas assumidas enquanto persistir a comunhão de bens, ambos os cônjuges são legitimados a responder pela execução, ainda que apenas um tenha participado diretamente do negócio jurídico. Em contrapartida, obrigações assumidas após a dissolução da comunhão não geram essa legitimidade.

A ministra ressaltou que a inclusão do ex-cônjuge no polo passivo não implica, automaticamente, responsabilidade patrimonial, cabendo a ele demonstrar que a dívida não beneficiou a entidade familiar ou que os bens em questão são incomunicáveis.

No caso analisado, a comunhão universal foi dissolvida em agosto de 2019, enquanto a dívida foi contraída em junho de 2018 motivo pelo qual o STJ reconheceu a legitimidade da ex-esposa para compor o polo passivo da execução.

Outras Notícias & Artigos

Laudo permanente para TEA: proposta aprovada no Senado segue para a Câmara

Se transformado em lei, laudo médico com diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista deixará de exigir renovações periódicas

Remuneração de jovem aprendiz deve integrar cálculo das contribuições previdenciárias, decide STJ

Primeira Seção fixou entendimento em julgamento de recurso repetitivo; medida impacta empresas de todo o país

Acesso a herança digital protegida por senha exige incidente processual, decide STJ

Terceira Turma define que, na ausência de senha, herdeiros só poderão acessar bens digitais por meio de procedimento específico vinculado ao inventário

Descontos indevidos em benefícios do INSS ultrapassam R$ 6 bilhões

Sindicatos são investigados por cobranças sem autorização; aposentados e pensionistas podem pedir devolução em dobro

Empresas que não se adaptarem ao Domicílio Judicial Eletrônico podem sofrer prejuízos jurídicos e financeiros

Cadastro é obrigatório para todas as pessoas jurídicas desde 2024; sistema concentra comunicações oficiais da Justiça em meio digital

STJ traz novos entendimentos sobre paródia e violação de direitos autorais

Edição 267 do “Jurisprudência em Teses” aborda criação autônoma da paródia e presunção de danos em casos de infração autoral